O Natal aproxima-se


O Natal aproxima-se




O Natal aproxima-se.

Instalam-se as luzes, a incerteza, as canções nas ruas, a saudade dos outros, os enfeites nas casas e a vontade de viver o Natal como nos outros anos, livres de pandemia. Viver esta época festiva num ano tão atípico é sem dúvida um misto de emoções. Poderemos estar com as nossas famílias? Ou, pelo contrário viveremos um Natal diferente, no quente da nossa casa, mais confinados?

Independentemente do cenário, há que manter a positividade. Aceitar que, qualquer que seja a circunstância em que passemos o natal, ele acontecerá. É, por isso, tempo de o viver e reinventar. Se, por qualquer motivo, tivermos de ficar confinados ou até mesmo sozinhos em isolamento é importante sentir que é Natal (por mais difícil que seja!).

Para isso, podemos manter os rituais tradicionais possíveis, aqueles que desde tenra idade nos acompanham e que lembramos com carinho. Por exemplo, ter na mesa as habituais filhós, rabanadas ou bolo-rei. Manter o bacalhau e as couves. Os presentes à meia-noite, a prenda no sapatinho. Por outro lado, temos de reinventar o Natal. Aceitar que poderá ter de ser passado apenas com a família com quem coabitamos e aproveitar para criar novas tradições e momentos felizes. Em vez de jogarmos às cartas com o avô podemos sempre cantar karaoke com os nossos filhos ou aproveitar para simplesmente conversar mais com o nosso/a companheiro/a. Podemos colocar como sempre uma mesa bonita para a ceia de Natal e recordar aqueles com quem gostaríamos também de estar, fazendo-lhes um telefonema, deixando uma mensagem ou até mesmo jantando com eles por videochamada.

Bem sei que o sabor não é o mesmo. As circunstâncias custam a aceitar, mas será sempre um pouco de sabor a Natal. 

Publicado originalmente no Jornal de Mafra

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