Fenómeno Floyd










George Floyd. 

Um nome, um ser humano, um fenómeno. 

O fenómeno do racismo. 

O racismo, em concreto, “é uma forma de preconceito que assume que as pessoas de diferentes raças têm características diferentes, diferenças estas que resultam na ideia de que alguns grupos raciais são inferiores a outros. O racismo geralmente inclui reações emocionais negativas para com os membros desse grupo, aceitação de estereótipos negativos e discriminação racial contra indivíduos; em alguns casos pode levar a violência” (Associação Americana de Psicologia). 

O racismo, infelizmente, é mais um fenómeno de opressão daqueles que sempre tiveram lugar na história do homem sob as mais variadas formas. Exemplos? A subjugação da mulher, a colonização de indígenas e a marginalização de pessoas com deficiência. Exemplos históricos meramente ilustrativos que podemos juntar a situações práticas que vemos acontecer no nosso dia a dia. 

Como psicóloga sinto-me no dever de alertar para a mudança de consciências e de comportamento. Porque toda e qualquer pessoa é, acima de tudo, um ser humano! E cada ser humano deve ser tratado com dignidade e respeito. Aliás, um dos princípios dos psicólogos pelos quais a nossa ação é pautada assenta no respeito pela dignidade da pessoa humana. 

Sinto-me no dever de afirmar que o racismo (neste sentido lato de fenómeno de opressão) não acontece apenas quando há uma morte nos Estados Unidos da América. Acontece também quando vemos ao nosso lado qualquer pessoa ser inferiorizada. O racismo não acontece apenas quando um caucasiano maltrata um negro. Acontece também quando um negro maltrata um caucasiano. Acontece no nosso quotidiano quando discriminamos ou somos discriminados por qualquer uma das nossas características ou opções: religião, cor de pele ou género. 

E se é no dia a dia que vemos o racismo acontecer é também no dia a dia que começa a mudança. No igual respeito com que tratamos cada pessoa com quem nos cruzamos e na luta para que esse respeito exista nos nossos locais de trabalho e de lazer. 

Na verdade, todas as vidas importam.



Publicado no Jornal de Mafra


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