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Férias sãs, cabeça sã!

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Entra o primeiro dia do mês de Julho e já pensamos em praia, descanso e bom tempo. Em churrascos com a família, tempo bem passado na rua e em restabelecer energias. Pensemos nas férias como um momento de lazer. Qual o papel do lazer na saúde psicológica? As férias são a altura primordial para abrandar o ritmo agitado de vida que (quase) todos nós hoje em dia levamos. São o momento privilegiado para desligar das preocupações e atividades que nos cansam física e psicologicamente durante todo o ano. São momentos chave de lazer, que podem servir vários fins: reforçar laços afetivos ao estar mais tempo com a família e com os amigos, fazer atividades que nos dão satisfação, por exemplo pescar ou ler, ou até mesmo para nos permitirmos simplesmente descansar. Há estudos que indicam a existência de uma associação positiva entre a realização de atividades de lazer e uma melhor saúde mental e qualidade de vida. Ou seja, as atividades de lazer aumentam a nossa sensação de que a vida tem, verdadeiram…

Mãe, pai… hoje ainda tenho tempo para brincar? – Brincadeira e desenvolvimento infantil

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O Rodrigo começa amanhã as férias escolares. Espera ansiosamente o verão. Os dias no A.T.L., as brincadeiras com os amigos, as idas à praia com os pais e o tempo bem passado a jogar à bola em casa dos avós. O Rodrigo tem 8 anos, gosta de jogar futebol, de ir aos aniversários dos amigos, de ler livros de banda desenhada e também gosta da escola. Mas, nos últimos meses, tem chegado ao fim do dia com um cansaço extremo, que se faz notar nas birras intermináveis para fazer os trabalhos de casa. É que já passou um ano de aprendizagens, de esforço, de dias inteiros sentado numa secretária e de atividades extracurriculares. Foi muito o que cresceu neste ano e muito o que aprendeu com todas as suas vivências! Mas, no meio disto tudo, quanto tempo teve para brincar livremente? A brincadeira é uma peça chave no desenvolvimento infantil. Por isso, de uma forma lúdica e leve, brincar torna-se algo muito sério! É uma maneira da criança aprender, adquirir e melhorar as suas capacidades intelectuais,…

Emoções e Expressões Faciais

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Olá queridos leitores!
Vamos falar sobre emoções e expressões faciais?
As emoções fazem parte da nossa vida enquanto seres humanos. É normal e desejável que em diferentes circunstâncias da nossa vida e até dos nossos dias sintamos e expressemos diferentes emoções. Desde tenra idade que expressamos e deciframos estados emocionais em nós e nos outros. Crescemos fazendo esta aprendizagem e, por isso, parece-nos uma tarefa simples. No entanto, este tema é complexo e muito investigado na psicologia. Após um longo período de estudos, chegou-se à conclusão que existem emoções básicas – a alegria, o medo, a raiva e a tristeza – que são de caráter universal, ou seja, são iguais para todas as pessoas nas diferentes partes do mundo. Já outras emoções mais complexas, como por exemplo a culpa, podem ter diferentes expressões e significados consoante a cultura.  Como seres comunicativos que somos, transmitimos as nossas emoções, as básicas e as complexas, através do comportamento verbal e do comportam…

Memória

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Queridos leitores,
Hoje vamos falar sobre a memória! 

Muitas são as vezes em que dizemos “ai, como está a minha memória!”. Alguns de nós porque nos esquecemos dos recados que nos pediram para fazer, outros porque não nos lembramos dos aniversários dos amigos ou outros até porque já não nos recordamos daquele piquenique tão bom que passámos em família até que alguém nos relembre. 
Sabem que mais? Cada uma destas memórias está ligada a um sistema de memória diferente. Pois é, a nossa memória é mais complexa do que aquilo que imaginamos!
Em primeiro lugar podemos distinguir a memória quanto ao tempo de armazenamento da informação. Assim, podemos distinguir entre memória de longo prazo e memória de curto prazo, também chamada de memória de trabalho. A memória de longo prazo armazena a informação e o conhecimento durante longos períodos de tempo. Neste sistema, a informação pode ficar guardada sem ser recordada por grandes períodos. É neste sistema de memória que guardamos, por exemplo, o tal …

E agora, quem ajuda? – Efeito do Espectador

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Era sábado de manhã. O José estava a brincar no parque da sua cidade. Feliz, rodava de baloiço em baloiço e dizia adeus à mãe que, ocupada de olhar atento entre o José e a Maria, a sua segunda filha, dava o biberão à Leonor, a benjamim da família. Enquanto sorria para a pequena no seu colo, ouviu um grito do José e, milésimos de segundo depois, um silêncio. Algo se tinha passado. Quando olhou, viu-o no chão, inanimado. Entrou em pânico! Gritou por socorro para que alguém corresse a ajudar mas todos olhavam petrificados, sem agir. Então, desesperada por querer ajudar o seu filho o mais depressa possível colocou a Leonor no carrinho, correu rapidamente a buscar a Maria e só depois pôde ir para junto do José. Com as duas filhas atrás, chegou ao pé dele, colocou-o em posição lateral de segurança e entretanto o José acordou. Chamou auxílio médico e, assistido no hospital, felizmente só partiu a cabeça. Veio-se a saber que o José levou despropositadamente com um baloiço na cabeça, pois outr…

Comunicar...!

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Queridos leitores,

Falemos sobre comunicação!
A comunicação faz parte dos nossos dias e acontece, quer de forma verbal quer de forma não verbal. Aliás, o primeiro pressuposto sobre a comunicação é precisamente “é impossível não comunicar”, porque todas as nossas ações ou não ações, palavras ou não palavras têm algum tipo de significado. Por exemplo, a forma como agimos, olhamos, respondemos e gesticulamos refletem formas de comunicação. O segundo axioma da comunicação humana refere que “toda a comunicação tem uma dimensão de conteúdo e uma dimensão de relação, sendo que o segundo classifica o primeiro”. Mas, afinal o que significa isto? Significa que não é só o que se diz que é importante, mas a própria relação e/ou contexto em que a comunicação acontece. Compreender o contexto da comunicação e a relação que existe entre as pessoas que estão a comunicar ajuda-nos a perceber a mensagem que foi comunicada. Pode até acontecer que, se não compreendermos a relação dos interlocutores não comp…

Satisfação e bem-estar no trabalho

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Olá,

Hoje vamos falar sobre satisfação e bem-estar no trabalho. De acordo com alguns estudos sobre este tema, o tempo dedicado ao trabalho é um eixo central na construção e manutenção do bem-estar da maioria das pessoas. Pelo facto de nos sentirmos ocupados, pela possibilidade de colocar em prática as nossas capacidades, pelo trabalho nos permitir alcançar sucesso e até mesmo pela contribuição que através dele damos à sociedade. Obviamente, como muitos sabemos por (boas e más) experiências próprias, quanto mais satisfeitos e felizes estivermos com o nosso trabalho maior pode ser o nosso bem-estar geral com a vida. Mas, o que é isto de sentirmos bem-estar no trabalho? De acordo com Paschoal e Tamayo (2008) o bem-estar no trabalho é a predominância das emoções positivas sobre aquilo que fazemos e a perspetiva pessoal de que no nosso trabalho conseguimos expressar e desenvolver os nossos potenciais e capacidades de forma a conseguirmos alcançar os nossos objetivos de vida. Não obstante de…