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De Luto

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Todos nós já passamos pela dolorosa perda de alguém e hoje, mais do que nunca, ouvimos notícias diárias sobre mortes. É tempo de debatermos o tema do luto.  O luto é uma resposta natural à perda de alguém (ou algo) de quem gostamos. É um processo progressivo de adaptação à ausência da pessoa que partiu e ocorre num determinado período (com duração razoavelmente variável). Realizar o luto é conseguir dar significado à vida daquele que partiu e criar com ele (ou com a sua ausência) uma diferente relação. Uma relação preenchida pelas memórias e histórias de tudo aquilo que vivemos em conjunto.  É natural que durante o luto tenhamos sentimentos como tristeza e até mesmo culpa, raiva ou negação. Aliás, todos temos reações diferentes perante a perda daqueles que nos são queridos. É humano passar por estes sentimentos. Mais problemático é quando não passamos, de todo, pela vivência do luto e mais tarde ficamos presos ao vazio criado pela ausência da pessoa. Viver em pandemia pode aumentar es

(Com)Bater o Bullying

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A data 20 de outubro não pode passar despercebida. Foi o dia mundial de combate ao bullying.  O bullying “é uma forma de comportamento agressivo no qual alguém causa intencional e repetidamente desconforto ou danos a outra pessoa. Pode tomar a forma de contacto físico, palavras ou ações subtis” (APA).  Travá-lo é um combate de todos. Comecemos pela arma principal.  A arma mais poderosa para vencer esta luta é o envolvimento de toda a comunidade. Os pais, colegas, assistentes operacionais, professores, a comunidade em geral, os psicólogos, a direção da escola… TODOS, precisamos de todos.  Os pais ou encarregados de educação das vítimas de bullying têm um papel essencial na valorização dos sentimentos da criança/jovem e no apoio que lhe proporcionam, devendo ajudar o seu educando a denunciar e resolver a situação delicada em que se encontra. Não devem, em momento algum, desvalorizar o mal-estar ou sofrimento da criança/ jovem ou levá-lo a sentir-se culpado pela situação que está a viver

O (nosso) rosto de cuidador

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Celebrou-se a 6 de outubro o dia europeu do cuidador informal.  Comecemos pelo princípio. Quem são os cuidadores informais?   Aqueles que cuidam de alguém, sem retribuição (monetária), durante um período de doença ou incapacidade. O apoio que prestam é muito diversificado, podendo abranger desde os cuidados físicos (exemplo, higiene, alimentação), à gestão e organização pessoal e domésticos (como ida ao supermercado, pagamento de contas) e até os cuidados emocionais.  Ao longo do tempo tem vindo a ser feito, felizmente, um caminho de reconhecimento daqueles que cuidam. Abrimos os olhos e percebemos que é imprescindível e urgente cuidar de quem cuida! Isto porque, apesar da gratificação pessoal que se obtém, na maioria das vezes cuidar do outro leva a um grande desgaste físico e emocional.  Se é cuidador, deixo-lhe algumas dicas. Tenha hábitos de vida sã. Se possível mantenha as horas habituais de sono, uma alimentação equilibrada e organize o dia-a-dia de forma equilibrada em momentos

Escola, Take 2: Aprender a Aprender

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  Agora que a escola já começou e que existe todo um caminho pela frente, é tempo de falar sobre aprendizagem. Para isso é importante responder a duas questões…Como é que os alunos aprendem? O que motiva a sua aprendizagem? Como é que os alunos aprendem? A aprendizagem dos alunos é influenciada por diversas variáveis. Uma delas é a opinião que o próprio aluno tem sobre as suas capacidades e competências . Se o aluno tiver uma visão de si positiva acreditando que é inteligente e capaz, isso terá consequências benéficas na sua aprendizagem. Deste modo, é importante os professores reforçarem o sucesso dos alunos dando elogios às suas capacidades pessoais. Pelo contrário, quando o aluno obtém insucesso em determinada tarefa, o foco deve ser colocado no insucesso da atividade e não nas “fracas capacidades” do aluno. Sabemos também que um dar feedback claro e no momento adequado ao aluno sobre o seu desempenho é uma importante ferramenta para potenciar a aprendizagem. Assim, no desenrolar

O papão do regresso às aulas

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  O regresso às aulas presenciais em tempo de pandemia. Face a este tema, as opiniões dividem-se. Não vamos hoje abordar pontos de vista, mas sim maneiras dos alunos, pais, professores e restantes membros da comunidade escolar se livrarem do papão do regresso às aulas. Vamos preparar-nos para voltar. Em primeiro lugar sabemos que todas as escolas estão a planificar o regresso às aulas com o máximo detalhe e cuidado possível , com base nas recomendações das autoridades de saúde e criando estruturas e procedimentos para salvaguardar a saúde e segurança de toda a comunidade (escolar). No meio de tanta incerteza, este trabalho pelo bem comum dá-nos confiança e esperança de que tudo vai correr pelo melhor possível. Pais, por muita preocupação (compreensível) que tenham, confiem na escola e transmitam esta confiança aos vossos filhos. Sendo os pais um porto seguro, se as crianças notarem desta confiança sentir-se-ão mais tranquilas. É natural que, ainda assim, os alunos se sintam inseg

Dia Nacional do Psicólogo!

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  Feliz Dia Nacional do Psicólogo! Créditos da imagem: diz.la.beatriz 

Mudar - um bicho de 7 cabeças?

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  Escolher crescer, evoluir.  Momentos de vida que exigem de nós uma escolha ou uma alteração daquilo que somos ou fazemos. Todos nós temos estes momentos, certo?  Quando mudamos de emprego, quando nos comprometemos com uma relação séria, quando escolhemos o curso que vamos tirar, quando trocamos de casa, quando temos de tomar uma opção quanto aos cuidados a prestar aos nossos pais idosos. Enfim, é grande o rol de momentos que nos “obrigam” a ter de crescer.  Nesses momentos, é preciso abrir as asas e lutar para sair da zona de conforto, abraçando aquele que é o nosso desejo de evoluir. Quem escolhe ficar permanece, sem dúvida, mais confortável, mas corre o risco de se conformar. Quem escolhe seguir enfrenta, sem dúvida, dificuldades e obstáculos (interiores e/ou exteriores) e “corre o risco” de evoluir, principalmente enquanto pessoa.  Neste tipo de situação em que queremos mudar algo em nós ou na situação em que nos encontramos, o facto da nossa vida ou maneira de ser não estar em co